Postagens

Mostrando postagens de 2016

No Fundo da Alma

Algo no fundo da minha alma  Tira minha calma Elas me perseguem Me enfraquecem Dor que perturba Dor que machuca No sono profundo Me perco em meu mundo Dor Que não some Dor que consome Ela me engana Mas acompanha Dor que me impede Dor que padece Me deixe respirar Me falta o ar Me ajuda Me escuta Me acuda  Me segura   Larissa Marum

Desejo Fortalece

Desejo fortalece Mas me desconhece Não me esqueça Por mais que mereça Não me renega Me espera Sentir o seu beijo É o que mais desejo Sentir suas mãos Ao redor do corpo Ansioso e pecaminoso Não há amor Que apague esse fogo Sinto na pele E isso me fere Me enfraquece Pois mata a saudade Seja minha realidade Explode sensualidade Faz com vontade Me torna mulher Faz o que quiser Me acolhe Me engole Me adora Me adota Não há defeito Eu amo seu jeito Larissa Marum

Droga que Sufoca

És como minha droga Nem parece que sufoca Vem sorrateiramente Me intoxica diariamente Afeta o inconsciente Tento me distanciar Para me despreocupar Não quero me quebrar Mergulha nos sentimentos Analisa o que tem dentro A profundidade é raridade De que adianta afinidade Quando há tanta ambiguidade Larissa Marum

Quebras-Cabeças

Não há saudades É a leveza Que traz verdades Algumas vão e voltam Outras se soltam Prefiro levar comigo O melhor vivido Pessoas são como drogas Algumas leves outras pesadas Dependência e toxicidade Tudo depende da sua vontade São quebra-cabeças Que se perdem na mente Mesmo que seja inconsciente Larissa Marum

Minha Intensidade

A minha intensidade Me traz serenidade Busco pela paz Incansavelmente Às vezes fico presa À minha mente A melancolia Vem diariamente Solidão faz parte Não quero ser metade Prefiro ser duas De mim mesma Um dia farei as pazes Com ela aquela Que me perturba Eternamente Larissa Marum

Procura-se um Ninho

Há dias que tudo se arrasta Parece alma pesada A solidão é um abismo Uma escuridão do infinito As vontades se enfraquecem Os sonhos padecem Rombo que fere Mais um dia se entristece É sair do limbo Procurar um paraíso Um ninho que acolha Que seja uma boa escolha Larissa Marum

Sensibilidade Que Transborda

Até onde é normal O vazio existencial? Se preocupar com o essencial Seria uma resposta? As minhas palavras Vêm da alma Os meus desabafos São afagos de calma A minha escrita É minha fuga Dos sentimentos Que prevalecem Sensibilidade Que me transborda Do caos da mente Tudo se transforma Larissa Marum

Meu Tormento

Que tormento Me controlar os sentimentos Me perder no espaço-tempo Onde eu te contemplo Seria um prova Que todo dia se renova? Respira fundo Vamos juntos Sinto-o palpitar Ao pensar no teu olhar Que aperto no coração Não consigo dizer não Me atrai de volta Senão vou embora Sem olhar para trás Desejar jamais Larissa Marum

Me Leva

Me leva Me leva contigo Me faz esquecer Aquele proibido Faz jogo comigo Que perigo Sai do meu caminho Mas me leva No jeito No olhar Faz arrepiar Vontade de sumir Me leva daqui Alivia a dor Com seu amor Me leva Mas não me enrola Me adora Me escora Larissa Marum

Brota como Flor

 Brota como Flor De despedaçada me tornei flor Das palavras fiz meu jardim De sentimento ruim Floresci feliz O que se quebrou em mim Saiu como poemas enfim Brota do coração As flores mais belas Tudo isso pensando nela Meu choro rega As sementes plantadas Que atrairão benjamins Larissa Marum

Coração Pulsante

Coração pulsante Não é mais amante Amor cortado Coração dilacerado Por onde vaga meu outro eu Amor perdido Coração partido Nada mais faz sentido Até estar em paz com meu outro eu Amor descabido Me faz desprotegido Coração envolvido Em mais um atrito Mais uma vez encerrado Assunto acabado Nada mais a ser tratado Meu eu escondido De volta comigo Nenhum sentimento será oprimido Passado de lado Futuro alterado O presente aceitado será vivido Larissa Marum

Meta-Poema do Inverno

Imagem
No frio do inverno Me escondo em meus versos Procurando esse calor Para aquecer a alma Que pranteia em desamor As palavras se enrolam Entorno do corpo Conforme um cobertor Se perdem na mente As letras que fogem da dor Não quero encontrá-las Por medo do vazio Que causa furor Larissa Marum

Prisioneiro Enclausurado

Prisioneiro enclausurado Da própria tristeza  Depois de libertado As cartas são postas na mesa Inicia-se o jogo de novo Cuidado para não se queimar no fogo Centelha desperta O que havia morto Mas há relutância em Sair do conforto Depois do inverno Renova-se a esperança Os participantes lutam Para entrar na dança É aposta certeira Usar a carta final Mas há o cansaço Que me faz desigual Larissa Marum

Acolha sua dor

Acolha sua dor Sinta-a em sua imensidão Cair no chão é necessário Para que um dia ela saia do armário Depois da cura Ninguém nos segura O próximo passo Não será o fracasso O que um dia te causa terror Em outro te faz sorrir com calor Não importa quem te acompanha A alma leve precisa da artimanha Larissa Marum

Um paradoxo

Mistura de sentimentos São dois os extremos Um belo vazio Que nos deixa em conflito A inocência sente falta De habitar a alma O tempo é sagrado Para mudar os sonhos Em tantos desencontros Anseio me perder em mim Larissa Marum

Saudade da Liberdade

Imagem
Mente presa na gaiola Ela precisa cair fora O medo da imensidão espreita Do qual ela não quer mais ser sujeita Todas as noites ela vem Bela e sorrateira Eu não resisto aos seus encantos Me vejo novamente em sua teia Ó liberdade que saudade Parece que nunca a conheci Porque a outra sempre vem aqui Faz meu coração prisioneiro Invade meus pensamentos Mas há de um dia me deixar sair Larissa Marum